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BENTO XVI E A MISSÃO DA IGREJA NO MUNDO
O
anúncio do Evangelho é missão permanente da Igreja.
Todavia, hoje, não podemos impor a nossa fé àqueles
que não conhecem Cristo ou não estão em plena comunhão
com a Igreja católica. É preciso respeitar e dialogar com
aqueles que não partilham nossa fé.
Esse texto reafirma a doutrina do Vaticano II: Cristo fundou uma única Igreja, e esta subsiste na Igreja católica, governada pelo sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele. Fora da Igreja católica encontram-se elementos de santificação e verdade. Mesmo aqueles que, sem culpa ignoram o Evangelho de Cristo e Sua Igreja podem salvar-se, buscando a Deus de coração sincero e agindo retamente, conforme a sua consciência. O documento da Congregação para a Doutrina da Fé foi mal recebido pela imprensa, que viu nele um exemplo de dogmatismo e de autoritarismo do Papa. Muitos católicos, conhecendo o texto apenas pela imprensa, lamentaram sua publicação. Pode-se discutir a oportunidade de um documento da Santa Sé, mas quem “sentir com a Igreja” não pode deixar-se levar por opiniões contrárias à fé católica. É injusto acusar o Papa de “fundamentalista”, pelo fato de ter autorizado a publicação de um texto que reafirma a doutrina tradicional da Igreja católica. Entre as luzes e as sombras deste mundo, a Igreja testemunha o amor de Deus para com todos os seres humanos, que nos foi revelado em Cristo. O Concílio Vaticano II afirmou: “Entre as perseguições do mundo e as consolações de Deus, a Igreja avança, peregrina, anunciando a cruz e a morte do Senhor, até que ele venha” (LG, 8). Pe.
Luis González-Quevedo, SJ |