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A AGONIA DE JESUS NO HORTO
Contemplar gratuitamente, sem pressa, a história narrada por Mt 26,36-46 (veja também Lc 22,39-46) Composição de lugar: Jesus sai do Cenáculo, atravessa o torrente Cedron e entra no Jardim das Oliveiras (Getsêmani). Pedro, João e Tiago o acompanham. Petição: Dor com Cristo doloroso, lágrimas espontâneas (não forçadas artificialmente), pena interior por tanta pena que Cristo passou por mim. Primeiro ponto: A agonia de Jesus. Ele tem a dolorosa consciência do peso desta hora de extrema intensidade. Todos os pecados do mundo pesam sobre ele. Experimenta solidão (os discípulos dormem, o Pai guarda silêncio), tristeza (“Minha alma está triste até a morte. Permanecei aqui, comigo”, Mt 26,38); angústia, pavor até suar como gotas de sangue (Lc 22,44); desejo de fugir (“Afasta de mim este cálice!”); tentação de renunciar à missão que o Pai lhe confiou. Eu também posso ser tentado a recuar do meu propósito de seguimento radical de Jesus. “O espírito está pronto, mas a carne é fraca”. Segundo
ponto: A agonia do mundo: “Cristo continua em agonia
até a consumação dos tempos” (Pascal). Jesus
está em comunhão com o sofrimento, a solidão, o
vazio de tantas vidas atuais... O drama da liberdade humana: nascidos
para a Vida, caminhamos para a morte; destinados ao amor, vivemos fechados
no nosso egoísmo. As conseqüências estão aí:
menores Terceiro ponto: A oração de Jesus. Lançado no horror da noite, continua a amar e querer o que o Pai quer: “Meu Pai (Abba!”, Mc 14,36), se é possível que passe de mim este cálice. Contudo, não seja como eu quero, mas como Tu queres”. É o modelo de toda oração cristã. Eu também posso estar desolado e, ao mesmo tempo, amar e dizer “sim, Pai!”. Refletir para tirar proveito espiritual. Colóquio... Pe.
Luis González-Quevedo, SJ |