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JESUS
E A CANANÉIA (Mt 15,21-28)
Preparação: Aconteceu em Tiro, na costa da Fenícia (hoje, Líbano). Os judeus chamavam de "cananeus" os habitantes da região que não pertenciam à raça judaica. Mc 7,24-30 chama a "cananéia", com maior precisão, de "siro-fenícia". Peço a graça de perseverar na fé suplicante. Leitura orante:
2. (v. 24-26) Jesus parece decidido a não atender à mulher: "Fui enviado somente às ovelhas desgarradas da Casa de Israel" (cf. Mt 10,6). A mulher, porém, jogou-se aos pés de Jesus: "Senhor, ajuda-me!". Jesus insiste em não querer envolver-se no caso de uma estrangeira: "Não está certo tirar o pão dos filhos, para jogá-lo aos cachorrinhos" 3.
(v. 27-28) A mulher reconhece não ter direito algum, mas insiste
na sua humilde "súplica": "É verdade, Senhor,
mas também os cachorrinhos comem as migalhas que caem da mesa de
seus donos". Então, Jesus respondeu: "Mulher, grande
é a tua fé! Seja feito como tu queres". E, a partir
daquela hora, a filha da cananéia ficou curada. Reflexão: A mulher cananéia é um modelo de súplica humilde, como o centurião de Cafarnaum (Mt 8,5-13), e perseverante, como o cego Bartimeu (Mc 10,46-52). O centro do episódio é Jesus. Ele aparece livre, sereno, firme. No mesmo capítulo 15 de Mt., Jesus se distancia das tradições dos escribas e fariseus. No episódio da cananéia, ele é pressionado pelos próprios discípulos para que despeça a mulher importuna. Mas Jesus se deixa vencer pela súplica de uma mãe angustiada. Não são os gritos da cananéia que o comovem, mas a perseverança da sua fé. Por ser pagã, ela não teria direito, mas a sua filha foi curada por pura graça. Jesus realiza um gesto soberano e profético, que anuncia o acesso dos pagãos (chamados de "cães", pelos judeus) à salvação. Oração:
Senhor, que eu seja mais sensível ao sofrimento dos pobres desta
terra, do que aos "direitos adquiridos" dos sábios e
entendidos! Que nas horas em que tu pareces não responder à
minha súplica, eu persevere, confiando na tua misericórdia.
Pe.
Luís González Quevedo, SJ |