Jesus de Nazaré consagrou todas as suas energias para iniciar e firmar o reinado de Deus. O Reino de Deus é uma das expressões mais autênticas do Senhor, seu sonho e utopia mais profunda. Tornar o Reino presente no meio das pessoas foi a essência de sua missão.

Aos seus seguidores recomendava fazer da busca do Reino e a sua justiça a motivação fundamental. Identificado com o reinado de Deus, Jesus tinha medo de ser proclamado rei. Tendo sido aclamado como rei em sua entrada em Jerusalém, fez questão de dizer claramente, no seu processo de condenação, que o seu reino não é deste mundo e que seu reinado consistia em dar testemunho da verdade. Um homem cheio de desejos.

A festa do Natal é o tempo de louvarmos a Jesus por ter revelado a nós o Reino de Deus. Reino que veio com o nascimento de Jesus Cristo, mas que terá sua realização definitiva junto de Deus, quando Ele, o Senhor de todas coisas, desejar. É por isso que nós cristãos temos de esperá-lo mais do que nunca, e já não para um pequeno número de eleitos, e sim para todos. O Senhor Jesus virá desde que saibamos esperá-lo ardentemente. Há de ser um acúmulo de desejos que fará apressar o seu retorno.

Acúmulo de desejos é próprio de quem espera o bem, o melhor, o belo, a salvação. Acúmulo de desejos tem a mulher e o homem que esperam o nascimento de seu filho. Está grávido de desejo todo aquele que espera a reconciliação e o perdão. Desejo transbordante têm os que mais sofrem e que esperam poder ver se efetivar seu sonho de vida melhor. Desejo maior é o que todo cristão tem: o Reino de Deus.

Neste Natal há desejos muito fortes que farão diferença e apressarão a Nova Vinda do Senhor. São amigos de todos nós que recebem o Peregrino e que na realização de sua vocação humana e cristã seguem a Estrela que desde sempre brilhou: é o Rodrigo e a Cibele que se casam em Belo Horizonte; é o Élcio e a Lucy que esperam o primeiro filho; é o Ir. João Luís que é só consolação na missão em Moçambique; são os cinco noviços que professarão seus votos religiosos; é o Adriano de São Paulo que junto com mais nove jovens iniciarão a Comunidade Vocacional; é o jesuíta Adilson que será ordenado em Salvador/BA; é o jesuíta Geraldo que parte para dois anos de missão no Peru; é o calendário comum das atividades e retiros para jovens em 2006; é o Ano Jubilar para toda a Companhia de Jesus. Acúmulos de desejos que a seu modo realizam já o que será o Reino de Deus.

Que o Senhor continue nos dando os bons e ordenados desejos em 2006!

Pe. Edison de Lima, SJ



A Casa Santo Inácio de Loyola, o Noviciado Inácio de Azevedo e o Secretariado Vocacional com o apoio dos Universitários (as) de Campinas, realizaram à luz da tradição cristã com elementos da Espiritualidade Inaciana a Primeira Peregrinação Inaciana que aconteceu nos dias 26 e 27 de novembro.

Partimos de Campinas com destino à Itaici (Vila Manresa). Éramos 50 peregrinos (14 a 58 anos) que com coragem e disposição percorremos o percurso de 32 Km com paradas intercaladas entre 4 e 6 Km, o que nos proporcionou intervalos regulares de descanso e oração. Além da experiência de peregrinar e contando com a imprevisibilidade do tempo, fizemos uma descoberta da Igreja de Campinas à medida em que éramos acolhidos pelas comunidades ao longo do caminho.

Fomos acolhidos na Vila Manresa pelo Pe. Quevedinho, numa celebração seguida de jantar e confraternização. No domingo houve oração da manhã, memória da peregrinação, momento de oração pessoal, seguido de partilha em grupos. Tudo desembocou na celebração da Eucaristia, fonte e ápice de nossa vida cristã.

Para 2006 estão programadas duas peregrinações: 02 de abril à Cidade de São Francisco Xavier no Vale do Paraiba e 02 de dezembro a Itaicí.



O processo de admissão dos jovens que iniciarão a experiência na Comunidade Vocacional termina com o recebimento, por parte do vocacionado da carta de admissão.

“Nos dias que antecederam terça-feira (29/11) estive pensando muito como seria a carta de admissão. Por coincidência, estava eu no portão quando o carteiro entregou-me entre outras correspondências uma que era para mim. Quando vi que o remetente de uma delas era da Comunidade Vocacional dos Jesuítas, meu coração disparou e a resposta do momento mais esperado por mim estava bem ali nas minhas mãos”.

Entrei e me sentei na escada da sala e abri a carta lentamente. Fui lendo vagarosamente até chegar o parágrafo em que dizia que eu fora admitido à Comunidade Vocacional. Senti muita alegria e desejava espalhar a notícia a todos os cantos do mundo. Contei à minha mãe e à minha irmã que havia sido admitido. Minha mãe não ficou muito feliz, mas se alegrou com a resposta positiva. Já minha irmã aproveitava para tirar o maior barato de mim.

Passado a euforia, me recolhi em meu quarto por um instante para acalmar e discernir os sentimentos. Fui tomado por um sentimento de medo. Percebi que este não tinha fundamento. Voltei à consolação que experimentei ao longo de todo o processo de discernimento vocacional. Assim, foram as sensações e movimentos causados em mim pela carta de admissão neste novo caminho que se abre para a minha vida”.

Adriano F. de Lima – 19 anos – Guarulhos/SP
vocacionado admitido à CV 2006



Os jesuítas e universitários(as) realizarão em de Janeiro de 2006 o 21º- Acampamento Amigos no Senhor. Este é um encontro para jovens universitários(as) que participam de Pastorais ou Comunidades Cristãs. Acontece em Rio Acima/MG (Região de Belo Horizonte).

O Acampamento é um momento de crescimento humano e espiritual, num clima descontraído de férias, num sítio que oferece clima agradável de silêncio, banho de cachoeira, atividades esportivas e uma profunda e intensa vivência comunitária com outros jovens.

O critério para participar é que o(a) jovem esteja à procura de algo mais para a sua vida; que seja capaz de uma convivência fraterna, criativa e participada; que queira ser de fato Amigo no Senhor!

Inscrições até o dia 04 de janeiro:
Av. Dr. Cristiano Guimarães, 2127 - Planalto 31720-300 - Belo Horizonte - MG
Fone (0xx31) 3499-1600 - E-mail: acampamento.u@jesuitas.com.br



É uma experiência para os/as jovens que desejam enfrentar o desafio de partilhar dez dias da vida e da realidade dos empobrecidos de uma das maiores cidades do mundo, São Paulo. Tempo para aprofundar a vivência da solidariedade cristã e se fazer sensível àqueles/as que estão sedentos de vida digna e abundante.

O Voluntariado Jovem é para os jovens acima de 17 anos que têm o desejo de servir na gratuidade e viver uma vida comunitária intensa. Proporcionaremos momentos de partilha, oração e celebração da experiência pessoal e comunitária do serviço solidário realizado.

Venha com ânimo, generosidade e disponibilidade para participar dos 10 dias em tempo integral.

Informações e inscrições:
Anchietanum - Centro de Pastoral da Juventude
Fone (11) 3862-0342 ou 3673-9921
cpj@anchietanum.com.br

“O amor deve pôr-se mais em obras do que em palavras” (Santo Inácio de Loyola)



Árvore da vida para ajudá-lo(a) na revisão da caminhada
e alimentar a esperança para 2006.


Contemplação do nascimento (EE 110-117) – Lc 2, 1-7


Colocando-me na presença de Deus, ofereço-lhe tudo o que sou.

* Primeiro, lembro por um momento, que vou pensar numa história sagrada: Uma jovem, com cerca de nove meses de gravidez, chega a Belém porque o Imperador Romano promulgou um recenseamento populacional. José, seu esposo, caminha junto a ela e estão passando a noite numa gruta situada na pequena cidade de Belém.

* Segundo, imagino-me a mim mesmo, nesta gruta, esperando o nascimento do Messias.

* Terceiro, peço o que quero: conhecer a Jesus intimamente. Quero viver um grande amor por Ele. Quero ir onde quer que Ele vá, e fazer o que Ele fizer.

Então, entro no acontecimento do nascimento de Jesus. Posso fazer isso de diversas maneiras.

* Às vezes, observando as pessoas na cena: Maria e José e os outros. Ou parando em alguma coisa que eles disseram ou dizem, e sentindo a emoção que está contida ali. Ou vendo tudo o que estão fazendo e tudo o que está acontecendo. Tudo o que contemplo, deixo que fale sobre meu mundo e sobre mim mesmo. Ou poderia permanecer quieto, com uma ou outra pessoa ali, entrando em seus sentimentos e percepções, enquanto os fatos vão ocorrendo um após o outro.

Termino minha oração com o Pai-Nosso, dedicando um tempo para anotar aqueles pontos ou momentos que mais me afetaram.



“O Noviciado é tempo de formação e de provação; nele a graça da vocação deve ser cultivada e começar a manifestar os seus frutos.” Tempo de formação, porque é tempo de descobrir-se e de assimilar as atitudes e o modo de proceder próprios do jesuíta. É tempo de provação porque nele “prova-se” o infinito amor de Deus, “prova-se” quem você realmente é e “prova-se” o que é a vida religiosa na Companhia. Toda a ecologia do Noviciado está preparada para proporcionar essa experiência.

Ser “formado” para mim foi me deixar ser modelado pelo Senhor. Nestes dois anos, fui sendo modelado e, por isso mesmo, rompendo com tudo o que é contrário ao plano de Deus: orgulho, egocentrismo, individualismo. Como diz o Evangelho, é preciso deixar que o grão de trigo morra, para que dele brote VIDA NOVA.

“Provar” é experimentar. Durante o Noviciado pude experimentar, de uma maneira mais intensa, o amor de Deus por mim, na medida em que me conhecia e conhecia mais profundamente a vida de religioso jesuíta. Experimentar tamanho amor me levou a um apaixonamento pela pessoa de Jesus Cristo e por seu projeto e à consolidação do desejo de configurar toda minha vida com a Dele; tendo Nele a centralidade da vida, vivendo segundo os conselhos evangélicos e colocando-me a serviço de meus irmãos e irmãs.

O Senhor me ama e me chama como sou, sem ilusões ou floreios, e conta comigo para a construção do Reino. Aproximando-me do término desta etapa de formação, bem como da minha profissão religiosa, meu desejo é o de viver como todo jesuíta: pecador reconciliado que se coloca a serviço da missão de Cristo. Fui vencido pelo amor.


Em 2006 celebraremos esta coincidência histórica recordando o espírito que animou estes três homens, o mesmo espírito que os uniu numa grande amizade, numa mesma Companhia e numa mesma espiritualidade.

“Inácio seguia o Espírito, não se adiantava a ele. Suavemente era conduzido para onde não sabia, pouco a pouco se abria um novo caminho, e o percorria, sabiamente ignorante, com seu coração confiadamente posto em Cristo” (J. Nadal).

“Quis Deus Nosso Senhor nestes perigos provar-nos e dar-nos a conhecer para quanto somos, se nas nossas forças esperamos, ou em coisas criadas confiamos.

E para quanto somos, ao contrário, esperando só no Criador de todas as coisas, em cujas mãos está a nos fazer fortes, quando os perigos são reconhecidos por seu amor” (Xavier).

“Veio Inácio viver no Colégio e na mesma habitação que eu e Xavier; partilhávamos a mesma mesa e o mesmo dinheiro. Inácio me orientou, mostrando-me o modo de crescer no conhecimento da vontade divina e de minha própria.

Por fim, chegamos a ter os mesmos desejos e querer” (Fabro).