JESUS

Para Inácio de Loyola, como para qualquer pessoa cristã de verdade, Cristo é o centro, o começo e a meta, o alfa e ômega.

Deste afeto a Jesus, que o eixo profundo dos Exercícios Espirituais, surgiu a idéia desta seção, onde vários Autores, que amaram nosso Salvador e escreveram sobre ele, falem agora a você, que visita ITAICI - Revista Eletrônica Inaciana.

Traduções e adaptações de
R. Paiva, SJ


VIDA DE JESUS
Fulton J. Sheen

Nos anos dourados, os anos 50, teve grande divulgação no pequeno público leitor católico da época, a edição da “Vida de Cristo” por Fulton J. Sheen, pela Editora Educação Nacional, de Porto, Portugal.

Bispo auxiliar de Nova York, num momento de grande prestígio para o catolicismo norte-americano, que subia com a ascensão social dos imigrantes italianos e irlandeses, famoso por suas palestras radiofônicas (estávamos em plena “era do rádio”, pré-televisão!), sua obra alcançou merecida divulgação, extraordinária hoje para um livro de mais de 600 paginas!

Damos a você, visitante da Revista Eletrônica Inaciana, uma pequena antologia que lhe permita saborear a inteligência, a piedade e a contemplação da Vida de Cristo por este bom amigo de Jesus.


2º segmento

A ÚNICA PESSOA QUE FOI PRÉ-ANUNCIADA - 2

Vamos ao testemunho dos pagãos. Tácito, falando dos antigos romanos, diz: O povo, em geral, estava persuadido da verdade das antigas profecias, segundo as quais o Oriente haveria de dominar e da Judéia viria o Mestre e o Legislador do mundo. Suetônio, na Vida de Vespasiano, expõe, deste modo, a tradição romana: Havia em todo o Oriente uma crença antiga e constante de que, segundo as profecias indubitavelmente certas, os judeus haveriam de alcançar o mais alto poder.

Na China, existia a mesma perspectiva. Mas, por se encontrar do outro lado do mundo, julgava-se que um grande sábio nasceria no Ocidente. Os Anais do Celeste Império contêm a seguinte passagem: No ano 24º de Tchao Wang, no 8º dia da 4ª lua, apareceu uma luz no sudoeste que iluminou o palácio do rei, O monarca, surpreendido com seu esplendor, interrogou os sábios. Eles lhe mostraram os livros segundo os quais estes prodígios significavam o aparecimento do grande Santo do Ocidente, cuja religião viria a ser introduzida no país.

Os gregos o esperavam, pois Ésquilo escreveu no seu “Prometeu”: Além disso, não esperes pelo fim desta maldição até que Deus apareça para receber sob sua cabeça as angústias dos teus próprios pecados, como teu substituto.

Como souberam os magos do oriente da vinda dele? Provavelmente pelas profecias postas a circular no mundo pelos judeus, juntamente com a profecia feita por Daniel aos gentios, séculos antes do seu nascimento.

Cícero, depois de narrar as sentenças dos antigos oráculos e das sibilas acerca de um Rei que temos de reconhecer para sermos salvos, pergunta, em tom de expectativa: Quem é o homem e qual o período do tempo a que se referem estas predições?

Virgílio menciona na “IVa Écloga”, a mesma tradição antiga e fala de uma mulher casta que sorri para o seu menino, cuja vinda encerraria a idade de ferro.

Suetônio cita um autor seu contemporâneo a propósito de um grande temor que invadiu os romanos por causa de um rei que haveria de dominar o mundo, tanto que teriam ordenado que fossem mortas as crianças naquele ano, ordem que só foi cumprida por Herodes...