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Você conhece VILA KOSTKA? Talvez tenha participado de algum retiro inaciano, curso ou encontro nela realizados. Fica em Itaici, um bairro do município de Indaiatuba (150.000 habitantes) entre as cidades de Campinas e São Paulo. VILA KOSTKA é uma casa grande com 221 quartos (perfazendo um total de 510 lugares),
Todas as salas levam o nome de um jesuíta ligado à história do Brasil ou do mundo: Nóbrega, Anchieta, Roque González, Burnier, Francisco Larrañaga, Loyola, Kostka, Malagrida, Xavier e Vicente Cañas, *02 auditórios (Auditório Vieira, no prédio central, com acomodação para 250 pessoas e Auditório Rainha dos Apóstolos com capacidade para 645 pessoas, este inaugurado em 1989). Ao redor do Auditório existem 14 salas com os nomes das regionais da CNBB. Com
essa mistura de nomes quisemos simbolizar a opção que a Companhia de Jesus
faz de caminhar junto com a Igreja do Brasil. Como você vê, VILA
KOSTKA não é, realmente, uma casa pequena! Para manter e fazer
funcionar toda essa estrutura, além dos quase 70 funcionários (manutenção,
limpeza, cozinha, etc.), estão as comunidades dos Padres Jesuítas e das
Irmãs Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus. Alguém já perguntou: quantas
pessoas passam por VILA KOSTKA durante o ano? |
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Nome
de Vila Kostka
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Porque
esse nome? O que ele indica e quer significar? Kostka traduz
autenticidade, coragem, compromisso e vida. É a homenagem singela a um
jovem jesuíta polonês: Santo Estanislau KOSTKA, falecido
em Roma no dia 15 de agosto de 1568, quando contava apenas 18 anos de
idade e tinha decidido romper, radicalmente, com tudo aquilo que não construía
um mundo mais fraterno e humano. KOSTKA simboliza, pois, vida jovem, heróica, comprometida com Deus e com seu povo, a Igreja. Estanislau Kostka renunciou ao luxo, à vida cômoda e fácil, desafiando as tradições familiares quando essas se opunham ao projeto de Deus. Eles o queriam com outros valores e modos de se apresentar na vida, valores e modos que não eram nada evangélicos! KOSTKA lutou por um cristianismo genuíno, sincero e autêntico, enfocando sua juventude dentro de um estilo de vida mais solidário. KOSTKA mostrou, com a própria vida, que o Evangelho de Jesus leva a uma mudança radical do próprio modo de ser, sentir e pensar. É por tudo isso que VILA KOSTKA não quer ser apenas uma lembrança dessa vida tão breve e intensa, mas também uma proposta de caminhada para aqueles que buscam algo mais, sobretudo plenitude de vida para todos, através da construção de um homem novo e de uma sociedade mais justa e fraterna, segundo o Evangelho. |
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Um
pouco de História
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Vila
Kostka,
antigamente, chamava-se Fazenda Taipas. Todo esse terreno, com a sede
da Fazenda (casa construída por volta de 1860), foi adquirida pelo Colégio
São Luís, ainda na época do Império e quando este ainda se encontrava
em Itu/SP. A fazenda pertencera a João Tibiriçá, presidente da Província
de São Paulo (equivalente, hoje, ao governo do Estado). Em 1950, padres, irmãos e noviços, num total de 100 pessoas, começaram a residir na antiga sede da fazenda. O atual prédio de Vila Kostka começava a ser construído. Era Provincial o Pe. Artur Alonso. A construção das 3 alas (A-B-C) com mais de 100 metros cada uma, do auditório, da Igreja, do refeitório e da cozinha só ficaram prontos após 12 anos de árduos trabalhos realizados e dirigidos por numerosos irmãos jesuítas, muito bem representados pelo Ir. Francisco Larrañaga, que iniciou a construção desta casa, como mestre de obras, e foi capaz de concluí-la com a edificação do novo auditório (1989), quando tinha 78 anos de idade. Verdadeiramente a juventude é um estado de espírito! O arquiteto se inspirou no projeto da Universidade Rural do Rio de Janeiro. Tijolos, ladrilhos, madeiramento para as portas, janelas e móveis foram realizados por esses nossos irmãos jesuítas. Em 1968, os noviços jesuítas, em número reduzido e necessitando de um local mais central para a formação, foram residir numa casa bem menor em um bairro de Campinas, onde, até agora se localiza o noviciado daqueles que querem ser padres ou irmãos da Companhia de Jesus. Nessa mesma época, Vila Kostka já vinha acolhendo diversos retirantes para encontros de reflexão e aprofundamento orientados pelos padres da casa. Durante o mês de dezembro de 1968 a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) pediu que a casa ficasse à disposição de uma de suas Assembléias Regionais. Os superiores jesuítas, numa atitude de discernimento, viram nesse fato, um apelo da Igreja do Brasil. A partir desse momento, todas as Assembléias Regionais da CNBB do Estado de São Paulo começaram a ser realizadas em Vila Kostka. E, mais tarde, as Assembléias anuais de toda a CNBB. |
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