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IR.
GARRO
GARRO, IRMÃO Basco, da terra de Inácio de Loyola, jesuíta como Inácio de Loyola, Irmão jesuíta, mas de tão irmão podemos chamá-lo Garro, irmão. O povo de São Sebastião de Tocantins, que encontrava nele e em sua sabedoria de veterinário e enfermeiro, o único "pronto socorro" naqueles fundos sertões, o chamava "Irmão José". Seu nome completo: José Martin Garro Zubelzu. Conforme o costume espanhol, "Zubelzu" é o sobrenome materno; "Garro", o paterno. Nascido no país basco em 11 de fevereiro de 1912, ele entrou na Companhia de Jesus em 17 de julho de 1930, e morreu, isto é, entrou na alegria do seu "Jesu Oná" ("Bom Jesus") em 3 de janeiro de 2005, na cidade de Belo Horizonte, onde era cuidado com carinho, ele de que tantos cuidara. Seu grande amigo e admirador, o Padre Manuel Eduardo Iglesias, SJ, escreveu e publicou pelas Edições Loyola, em 1997, uma bela, quase poética, mas verdadeira biografia dele, intitulando-a; Uma vida como irmão jesuíta. Para apresentá-lo a vocês e recordá-lo aos que tiveram o privilégio de o conhecer, vou transcrever algumas palavras dele mesmo, citadas por Iglesias na página 64 do seu livro: Quando leio o Evangelho, Jesus está falando comigo e eu o escuto. Eu me sentia feliz falando de Jesus aos pobres. Essa era a minha catequese. No Bico (do Papagaio, norte de Tocantins), o Bispo me deu faculdades de vigário. Durante o primeiro ano, antes de me dedicar totalmente á pastoral da saúde, tive uma intensa e rica experiência de sacramentos, visitas, encomendações, trabalho de evangelização. Preparei turmas para Primeira Comunhão, sem decorar lições, como eu tinha feito quando era criança. Como eu gostava de contar a vida de Jesus desde a Anunciação até a Ressurreição! Essa era a melhor catequese. Também preparei para o Batismo, e cheguei a batizar, num domingo, quarenta e duas crianças. Em Esperantina foram dezoito. Na Vila União, quatro. Mais tarde fiquei apenas com os casos de emergência. Os doentes gosto de consolar falando de Jesus e os convido a oferecer suas vidas a ele... Quando medito e vejo toda a minha vida, me coloco no lugar da mulher que lavava os pés de Jesus, ou do filho pródigo, ou de Pedro, quando o negou. Fico no lugar deles. |