Na
linguagem religiosa popular brasileira, "reza" tem significado
de preces recitadas, em geral em comum e com formulários próprios,
tipo ladainhas, novenas, e o Rosário. Estas preces recitadas têm
nutrido e nutrem grande parte dos católicos e, de certo, continuarão
a ser agradáveis ao coração de muitos e ao Coração
do Senhor. Contudo, todos nós sabemos que o mesmo Rosário
é rezado com maior fruto, quando, de fato, os Mistérios
da Vida, Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor
Jesus Cristo são contemplados. É bom e conveniente, sem
perder o bem adquirido, fazê-lo crescer. É o que ajuda esta
pequena e excelente obra do Pe. Guido Jonquière, SJ, "Del
rezo a la oración", "Da reza à oração".
Pe. Guido trabalha no Centro de Espiritualidade Inaciana de Santiago do
Chile. Com larga tradição de subsídios para as comunidades
eclesiais de base, meios populares e exercícios para iniciantes
em fins de semana, Pe. Guido nos ofereceu este trabalho, que, acredito,
lhe será muito útil.
R.
Paiva, SJ
DA
REZA À ORAÇÃO

O
“Caminho da Cruz” (“Via Crucis”)
Guido
Jonquières, SJ
Trad. R. Paiva, SJ
Consiste
em
acompanhar Jesus, com a ajuda de imagens, desde o tribunal de Pilatos
até sua crucifixão e morte (às vezes, até
a ressurreição). Em quase todas as igrejas e lugares de
romaria, estão as imagens apropriadas. Facilitam momentos de
meditação ou contemplação, calada ou compartilhada,
sobre cada “passo” ou “estação”
(etapa) da paixão de Nosso Senhor.
Se
você
quiser fazer a sós este “Caminho da Cruz”, ou em
casa ou caminhando, você pode usar a pauta das “estações”
que vem abaixo, lendo-as antes, como introdução, esta
passagem:
Muita
gente
ia atrás de Jesus. Ele, se voltando, lhes disse:
Se
alguém
quiser se um dos meus, e não me prefere a seu pai e sua mãe,
a sua mulher e seus filhos, a seus irmãos e irmãs,e
até a si mesmo, não pode ser meu discípulo. Quem
não toma a sua cruz para vir atrás de mim, não
pode ser meu discípulo
(Lc 14,25-27).
As estações ou passos do Caminho da Cruz.
1.
Jesus ora e sofre sua agonia no Horto das Oliveiras (Mt 26,36-46;
Mc 14,32-42; Lc 22,40-46);
2.
Jesus sofre a traição de Judas Iscariotes e é
preso (Mt 26,47-54; Mc 14,43-52; Lc 22,47-53; Jo 18,2-11);
3.
Jesus é condenado pelo Sinédrio (o supremo tribunal
judeu da época) (Mt 26, 57-68; Mc 14,53-65; Lc 22,54-55.63-65.67-7;
Jo 18,12-14.19-24);
4.
A negação de Pedro (Mt 26,69-75; Mc 14,66-72; Lc 22,56-62;
Jo 18,2-11);
5.
Jesus é condenado no tribunal romano por Pôncio Pilatos
(Mt 27,11-26; Mc 15,2-15; Lc 22,2-25; Jo 18,33-40);
6.
Jesus é flagelado e coroado de espinhos (Mt 27,26-31; Mc 15,15-26;
Jo 19,1-5);
7.
Jesus leva a sua Cruz na subida do Calvário ((Mt 27,31-32;
Mc 15,20-22; Lc 23,26-32; Jo 19,17);
8.
Simão, o Cireneu, ajuda Jesus a levar a Cruz (Mt 27,32; Mc
15,21; Lc 23,26);
9.
As filhas de Jerusalém choram vendo Jesus levar a Cruz (Lc
23,27-31);
10.
Jesus é pregado na Cruz no Calvário (Mt 27,35-44; Mc
15,24-32; Lc 23,33-43; Jo 19,17-24);
11.
Jesus perdoa o “bom ladrão” (Lc 23,39-43);
12.
Junto à Cruz de Jesus, a Mãe dolorosa e o discípulo
amado (São João Evangelista) (Jo 19,25-27);
13.
Morte de Jesus sobre a Santa Cruz (Mt 27,45-50; Mc 15,33-37; Lc 23,44-46;
Jo 19,28-30);
14.
Jesus é sepultado no sepulcro novo de José de Arimatéia
(Mt 27,57-61; Mt 15,42-47; Lc 23,50-56; Jo 19,38-42);
15.
A Ressurreição (Mt 28,1-7; Mc 16,1-7; Lc 24,1-8; Jo
20,1-2).
Esta
pauta de estações não corresponde exatamente
à tradicional, porque foi revista depois do Concílio Vaticano
II para seguir mais de perto os Evangelhos. Aqui colocamos as estações
ou passos tradicionais:
1.
Jesus é condenado à morte;
2.
Jesus toma a sua Cruz;
3.
Jesus cai pela 1ª vez;
4.
Jesus se encontra com sua Santa Mãe;
5.
Jesus é ajudado pelo Cireneu;
6.
A Verônica enxuga o rosto ensangüentado de Jesus;
7.
Jesus cai pela 2ª vez;
8.
Jesus é chorado pelas filhas de Jerusalém;
9.
Jesus cai pela 3ª vez;
10.
Jesus é despojado de suas vestes;
11.
Jesus é pregado na Santa Cruz;
12.
Jesus morre crucificado;
13. Jesus é descido da Cruz;
14. Jesus vence a morte na sua Ressurreição.
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