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Cyril
Martindale foi um escritor, Padre jesuíta, muito conhecido na Inglaterra
do tempo da 2ª. Grande Guerra e nos anos imediatos. Estas 13 figuras
de santos são das melhores e mais honestas apresentações
destes heróis da fé, nem sempre célebres, alguns
quase anônimos. Mas é importante fazer a memória deles.
Já dizia o autor da Didaqué, o primeiro catecismo cristão,
lá nos fins do século primeiro ou começos do segundo
século depois de Cristo: "Procurai, cada dia, o vulto dos
santos e encontrai conforto em suas palavras". Bem antes, o Sábio
dedicou 6 capítulos (Eclo 44 a 50) ao elogio dos homens ilustres,
de nossos pais em suas gerações "(Eclo 44,1). O conhecido
capítulo 11 da Carta aos hebreus é uma comovida recordação
da luta dos nossos antepassados, vencedores "pela fé".
Jesus lembra vários de seus nomes, ditos e feitos, tirando daí
inspiração para nós, seus discípulos. Inácio
de Loyola, nos seus "Exercícios Espirituais" [100] recomenda
a leitura de livros " como a 'Imitação de Cristo',
os Evangelhos ou vidas de Santos". Ele mesmo tinha tirado muito proveito
destas leituras, em particular na fase de sua conversão. A brevidade,
o colorido humano e o respeito à verdade da vida, tornam estes
textos de Cyril Martindale especialmente aptos para os orientadores de
EE ajudarem os exercitantes no momento apropriado.
Cyril Martindale Trad. R. Paiva, SJ Santos Sem "São" Na mesma igreja em que Ozanam foi batizado, 46 anos depois, também foi batizado Contardo Ferrini. Aos 20 anos foi graduado com nota máxima na Universidade de Pávia. Continuou seus estudos na Universidade de Berlim. Ensinou direito romano em Messina, Módena e Pávia. Seu conhecimento do direito penal romano e bizantino era tal que o grande historiador alemão, Mommsen, declarou que com Ferrini o primado destes estudos tinha sido perdido pela Alemanha para a Itália. Mencionei estes fatos para sublinhar o fato de que ele se encontrou diretamente com todos os ceticismos e todas as convulsões sociais e culturais do seu tempo. Era de temperamento fogoso e como o ppa Pio XI, que o conheceu e o teve em grande estima, um apaixonado alpinista. Veio a morrer de tifo, contraído por beber água contaminada numa escalada nos Alpes. Vejam como a santidade está distante da moleza... Antes de ir a Berlim, Ferrini fizera voto de castidade, que manteve inviolado. A prece e comunhão diárias eram os fundamentos de sua vida. E o que quereria enfatizar no caso deste homem reservado e laborioso, sempre muito correto, com sua barba aparada em ponta, casaco, atento à sua apresentação, é a constante e completa abnegação e dedicação de si mesmo a Deus no próprio âmbito de sua profissão. A extraordinária devoção de Ozanam aos pobres se manifestou, por assim dizer, em paralelo a sua carreira. Ferrini dá o exemplo de alguém que, nos limites mesmos de uma vida social e profissional absolutamente impecáveis, sempre manteve um visão verdadeiramente sublime e soube oferecer, com intensidade sem reservas, cada palpitar do coração, cada anseio da alma a Deus mediante Cristo. Morreu em 17 de outubro de 1902. |